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Creatividade no trabalho e as mudanças no mundo
Lendo o blog do Fábio Seixas econtrei um ótimo slide sobre criatividade no trabalho, um desafio cada vez maior para as empresas, sempre desafiadas a inovar nos dias de hoje.
Intitulada “Unleashing The Creative Beast On Your Team” e elaborada por Tara Hunt, o slideshow trata de temas como os mitos da inovação, ambiente de trabalho e motivação intrínseca. Vale a pena dar uma olhada…
E que tal aproveitar que você já está no Slideshare e ver também o slide “Shift Happens“, que mostra de forma contundente a rapidez em que o mundo está mudando e os desafios para a geração atual de estudantes e trabalhadores?
Add comment Setembro 7, 2007
Web2.0 nas empresas, colaboração x poder, quem vencerá?
Na reportagem intitulada “Como CIOs podem usar a web 2.0 nas empresas“, o autor resume muito bem os principais desafios e sugestões de como implementar tecnologias como wikis e blogs nas empresas. As fontes, já citadas nesse blog, são principalmente Dion Hinchcliffe e Andrew McAfee.
Todas as dicas apresentadas pelo autor são importantes, mas ao terminar de ler o texto, ocorreu-me que pode haver um problema inerente na aplicação da web2.0 nas empresas: um conflito de interesses. Se por um lado existe um interesse da empresa de “capturar o conhecimento dos funcionários”, por outro o funcionário sente que é no seu conhecimento que reside seu principal diferencial. Ora, nesse pequeno detalhe é que está provavelmente o maior obstáculo para o sucesso da enterprise2.0 ou qualquer outra solução, que difere em muito da Web2.0, onde as pessoas que colaboram livremente não trabalham na mesma empresa.
É fato que nas empresas o nível de informação e conhecimento do profissional é também uma fonte de poder. Pode ser a diferença entre seu sucesso e ascenção na “corporação”. E aí é que se chega na raiz do problema: a cultura empresarial. Enquanto as empresas não criarem métricas e formas de incentivo e avaliação considerando o grau de colaboração de seu funcionário, qualquer tentativa “enteprise2.0 style” irá fracassar. Claro que as ferramentas tecnológicas robustas, facilidade de uso e acesso são importantes – mas os responsáveis por implementá-las não podem nunca esquecer o ser humano e seu contexto social.
Muitos citam que a nova geração que está chegando nas empresas estão acostumadas com essas ferramentas. Mas o contexto da empresa, ao contrário do “mundo lá fora” é bem diferente (por enquanto?). O que acontecerá com um jovem que divide suas “descobertas” com os demais, para vê-las sendo citadas sem nenhuma referência por outros em uma reunião? Continuará colaborando ou guardará para si o conhecimento adquirido? Só o tempo dirá….
1 comment Julho 8, 2007
Seriosity: uma mistura de e-mail com … jogo?
Há um tempo tenho visto algumas iniciativas e discussões sobre como utilizar alguns conceitos de cooperação, “economia” e auto-aprendizado frequentemente vistos em jogos online. Já existem algumas empresas focadas em achar o “pulo do gato” nessa área.
Uma iniciativa interessante é a da empresa Seriosity, que através do seu programa “Attent With Serios” tenta resolver o problema cada vez mais sério de overload de e-mails nas empresas. A solução é bem interessante, conseguida através de uma moeda virtual, o Serios, que é atribuída a cada e-mail dependendo do seu grau de importância. A quantidade de Serios é limitada por usuário, o que garante um uso criterioso. Uma solução criativa e com certeza mais rebuscada que o simples “alta prioridade”
Veja o demo aqui.
“Attent™ with Serios™ is an enterprise productivity application inspired by multiplayer online games. It tackles the problem of information overload in corporate email using psychological and economic principles from successful games. Attent creates a synthetic economy with a currency (Serios) that enables users to attach value to an outgoing email to signal importance.”
Add comment Julho 5, 2007
Inovação na Procter & Gamble
A reportagem desse mês da Business Week mostra um pouco da abordagem da P&G quanto à inovação na empresa, seja na melhoria de seus processos internos, seja na busca de “tecnologias disruptivas”. Esse processo, batizado de “Connect & Develop“, baseia-se no conceito de open-innovation, ou seja, numa rede de inovação que envolve também parceiros e universidades, além de seu próprio centro de P&D.
“The idea is to encourage employees to look outside P&G for innovative ways of working smarter, faster, and cheaper.”
Além disso, a P&G organizou-se internamente para incentivar a inovação, com novos postos de trabalho e formas de incentivo aos seus colaboradores. A forma de inovar na P&G não se restringe somente ao lançamento de novos produtos, mas também a melhoria dos processos de produção e em áreas como marketing. Um exemplo é uma tecnologia chamada layered voice analysis, que permite analisar o tom emocional dos consumidores entrevistados.
Como julgar uma boa idéia? “Does the idea make a difference in somebody’s life? Could a consumer now do something they couldn’t do before that was really meaningful? ”
Add comment Maio 27, 2007
Just-for-fun(I): O papel da gerência
OK, talvez seja um pouco exagerado, mas não deixa de ser uma “teoria” interessante
. Fonte: Blog “Creating Passionate Users“ (o nome já diz tudo, não?)
Add comment Maio 11, 2007
O maior problema do Brasil: A (falta de) educação
A matéria da Time da semana passada cita vários exemplos de empresas no Brasil “fazendo o papel do governo” e resolvendo, elas mesmas, o problema crônico do baixo nível de educação de seus empregados. Discute também a questão (óbvia) do quanto esse problema é o principal fator por que o Brasil cresce a menos de 3% ao ano:
“The woeful state of education in Brazil, the world’s fifth largest country, is compromising productivity and competitiveness and acting as a brake on the country’s development, according to economists, businesspeople and educators.”
Numa época de laptops de $100 que lembram iniciativas fracassadas no passado, não deixa de ser um ânimo saber que as empresas não estão esperando sentadas para começar a resolver a questão da educação no Brasil. E vale lembrar que a questão de educação está intimamente ligada com a inovação nas empresas:
“There are two conceptual frameworks to understand innovation,” says Alberto Rodriguez, author of a soon-to-be-released World Bank study on how better education spurs growth. “You have the high-tech, frontier innovation, and you have the adaptation and improvement of technology that happen day to day in firms.”
1 comment Abril 16, 2007
A contribuição humana na inovação é fundamental
Ótimo questionamento no blog Fastforward sobre o quanto é errôneo atribuir à tecnologia o papel central na inovação. Como o próprio texto diz, a tecnologia é um enabler, ou seja, ela auxilia o processo inovador na empresa, seja melhorando a comunicação ou materializando o potencial de inovar das pessoas:
” Enterprise 2.0 provides necessary but insufficient means by which to facilitate the potential of individuals to innovate”
De acordo com vários exemplos em empresas, a inovação ocorre quando há incentivos, motivação e cultura adequada. Eu arriscaria até a dizer que uma pessoa que inova em uma empresa precisa ter um pouco de ambição também, para querer fazer, de fato, algo melhor do que o status quo. Uma tecnologia só será útil se puder potencializar todos esse fatores e tornar o pensamento inovador como parte do dia-a-dia da empresa.
Add comment Abril 4, 2007
