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A proliferação do modelo “free” na web
Vale a pena ler o ótimo questionamento do Read Write Web sobre a proliferação do modelo de negócios “free”, suportado por publicidade. Soma-se a isso uma geração de adolescentes acostumados a não pagar nada do que consome online, o que preocupa muita gente – como eu – que pensa em ganhar dinheiro na internet….
A reportagem também mostra como o “free” pode permitir a grandes empresas reduzir ou aniquilar a concorrência, citando a disputa entre Google e Microsoft na área de aplicações “Office”… Google IS evil !?
Add comment Janeiro 17, 2008
Qual o futuro da publicidade e das agências?
Recentemente fiz uma matéria no meu MBA de Marketing sobre Propaganda e Planejamento de Mídias e Campanhas. Os “nerds de plantão” – eu incluso, é claro – perguntamos à professora como ela via as recentes tendências na publicidade: o crescimento dos gastos com a internet os desafios para os veículos tradicionais. Ela mostrou-se incrédula e afirmou que não havia nada como a TV e que os veículos tradicionais levavam vantagem por permitirem medir os resultados (yeah…).
Pois bem, após fazer uma pesquisa no IAB Brasil , fica claro que a pulverização dos gastos com a publicidade é real e inquestionável. Nos EUA isso já é uma realidade. No Brasil a TV aberta ainda domina amplamente, com 60% do orçamento total, mas no primeiro semestre houve uma redução de 5% nos investimentos em TV. Em contraste, os gastos com publicidade na Internet subiram 40%.
Por outro lado, as mudanças de comportamento do consumidor, novas tecnologias e a redução do tempo gasto assistindo TV têm feito as empresas questionarem os resultados das campanhas tradicionais – algumas grandes agências de publicidade já têm um “braço digital”, especializadas em utilizar novas tecnologias e veículos em suas campanhas.
A discussão do futuro das agências de publicidade foi recentemente abordada em um artigo na Business Week chamado “The Plan To Disintermediate Ad Agencies“. O título fala por si só…
“They say that ad agencies don’t know where their real customers are and put their ad dollars in spaces where their customers aren’t.”
Add comment Outubro 11, 2007
Web 3D: com o tempo e no lugar certo
Meu professor do MBA em Marketing, Mário Márcio, enviou-me um ótimo artigo da Business Week intitulado “The Coming Virtual Web“. Nele, o autor Robert Hof analisa as vantagens e desafios dos mundos virtuais, e até a promessa de uma web 3D. Mas a sugestão de que a internet do futuro será totalmente em 3D não parece fazer sentido…
“Even if that’s successful, 3D technology won’t fully replace the current Web. Fact is, a lot of information, such as search results, lists of products, e-mail, and most of what we do online today may always be most efficiently accomplished with existing tools. (…). “Not everything needs to be put in a 3D interface.” “
Sob vários aspectos um mundo 3D pode trazer várias vantagens para determinadas aplicações – mas não todas. E cabe lembrar que existem alguns fatores que precisam evoluir para realizar a “promessa” de uma internet mais tridimensional:
- A necessidade de maior processamento gráfico para mundos realistas;
- Aumento da velocidade de acesso à internet;
- Padrões (standards) como o HTML é para a web;
- Interfaces 3D que possam ser intuitivas e acessíveis para a maioria dos usuários.
Por fim vale lembrar que tanto a web 2.0 ou a web 3D serão uma realidade se potencializarem o que é, de fato, a maior tendência da internet, a interação social:
“Social interaction, after all, is the key driver of people’s use of the Internet today. “
Add comment Setembro 14, 2007
10 tendências para o futuro da Web
O blog Read&Write Web publicou um bom artigo intitulado “10 Future Web Trends“, que lista as dez tecnologias que influenciarão nossas futuras experiências na internet. São elas:
- Web Semântica
- Inteligência Artificial
- Mundos Virtuais
- Mobile
- Economia da Atenção
- Web Services
- TV Online
- Aplicações Ricas para Internet (RIAs)
- Web no Mundo
- Personalização
Apesar de não trazer nenhuma grande novidade para quem tem acompanhado nesses últimos anos as mudanças na internet, as análises são muito bem feitas e vale a pena dar uma lida. Eu acredito que as de maior impacto num primeiro momento serão a ampliação do alcance dos web services e por que não, as aplicações ricas para internet, seguindo a tendência de trazer para a web a mesma experiência visual do desktop.
Add comment Setembro 13, 2007
Web2.0: qual a próxima etapa?
No blog Read&Write Web, o autor discute com muita propriedade o que aconteceu em termos de Web2.0 nesse últimos anos nos EUA, o momento atual – o que ele chama de – digestion phase – e o que pode acontecer nesse próximos anos.
(…) a digestion phase is a period of time for us to reflect, to integrate, and to understand recent technologies and how they fit together. It is the outcome of this phase that will decide if we continue to slide or if we rebound and start climbing back up. The deciding factor will be the true value of the technologies that we created.
O autor cita quatro fatores para a recente explosão de social softwares: acesso broadband, Ajax, redes sociais e blogs (eu incluiria nesse último wikis também). A explosão dessas tecnologias, remixadas, causou uma rápida expansão entre os early-adopters de novas idéias e suas respectivas empresas: Youtube, MySpace, Digg e Flickr, entre outros.
Por fim, o autor discute os fatores que podem fazer com que essa onda permaneça e se expanda, trazendo benefícios duradouros para mais usuários além dos atuais:
If the value created by the companies is greater or equal to the money put into them, then we are fine, we can continue to grow. If the technologies that we invented will be used not only by a few hundred thousand people, but by millions, then we are fine, we can continue to grow. And if these new tools work well by themselves and together enhace our online life then, great, we are in good place.
O resultado dessa análise é que muitas aplicações online vieram para ficar e tenderão a se aprimorar no que fazem melhor. Outras não aguentarão a concorrência ou não se viabilizarão financeiramente. O resultado será uma Internet mais rica e útil para grande parte de seus usuários, uma base estável para a próxima evolução que certamente virá.
Add comment Agosto 27, 2007
O abismo entre o nicho e a massa
Numa dos melhores artigos envolvendo tecnologia e negócios, o autor do blog Read&Write Web questiona inteligentemente o livro “Crossing The Chasm”, segundo o qual a maior dificuldade de um empreedimento é passar da fase de early adopters para a adoção em massa. E para ter um grande negócio, uma empresa precisaria “atravessar esse abismo”.
“Moore argued that there is a gap that exists between the early adopters of any technology and the mass market. He explained that many technologies initially get pulled into the market by enthusiasts, but later fail to get wider adoption.”
A principal razão desse fato é que as pessoas que adotam inicialmente um produto ou serviço são bem diferentes daquelas que o fazem posteriormente. No caso dos Ipods, por exemplo, a Apple teria conseguido atingir a massa através de sua marca forte, marketing e, principalmente, seus usuários “evangelizando” o produto.
Por fim, o autor do blog argumenta que as start-ups de hoje estão lutando basicamente para chegar ao abismo, pois a constante oferta de novas tecnologias os impede de reterem seus early-adopters, a base para atingir novos usuários.
“You can’t make a leap and bring on board the masses if the very foundation you are standing on, the early adopters, leave to do other things.”
Add comment Agosto 16, 2007
Vídeo sobre user experience
No otimo vídeo The Dawning of The Age of Experience, Jared Spool fala sobre o desafio de utilizar o conceito de user experience como forma de inovar um negócio. E cita várias empresas de sucesso que souberam fazê-lo – como Apple e Netflix – e mudaram sua indústria no processo.
O autor mostra que a atenção à experiência do usuário pode compensar uma pior tecnologia, como no caso dos mp3 players da Sandisk e Apple: o Ipod tem 75% do mercado (!). Isso ocorre não só pelo aparelho em si, mas pelo software Itunes e a possibilidade de comprar uma música rapidamente por $0.99. Um dado interessante: a venda de músicas isoladamente pela internet já corresponde a 60% das vendas atuais.
Por fim, no decorrer da palestra Jared mostra os domínios de conhecimento relacionados ao experience design, como information e visual design, usabilidade, além de habilidades em marketing e business, ou seja, uma equipe multidisciplinar.
Add comment Agosto 11, 2007
Somos 30 milhões de internautas
A reportagem da IDG Now! relata que de acordo com a última pesquisa do Ibope/NetRankings o Brasil atingiu a marca de 33 milhões de pessoas com acesso a Internet. O número de internautas residenciais é de 17,9 milhões, um crescimento de 30% em relação a maio do ano passado. Esse crescimento é uma ótima notícia para as empresas que querem utilizar a Internet nos seus negócios – ou criar um novo a partir dela
Alguns outros dados interessantes nessa área:
- São 6 milhões de usuários com acesso de banda larga, com crescimento de 5%. [fonte]
- A base instalada de computadores é de 40 milhões, com crescimento de 25%. [fonte]
- Foram vendidos 1.9 milhão de PCs somente no primeiro trimestre desse ano.[fonte]
Apesar de todas as dificuldades encontradas no Brasil, o crescimento do acesso a computadores e Internet é visível. Arrisco a afirmar que a redução dos impostos dos PCs foi a medida mais efeciente de inclusão digital que um governo já implementou. Finalmente uma boa notícia para celebrar…
Add comment Julho 9, 2007
Microsoft x Apple e o futuro do software
Se alguém ainda tem dúvidas do quanto o panorama para os desenvolvedores de software está mudando, basta ler a reportagem do NY Times sobre as diferenças das abordagens da Microsoft e Apple quanto ao futuro de seus sistemas operacionais.
Mesmo sendo cedo para saber se o tempo e dinheiro investidos no Vista darão o retorno esperado, a Microsoft já está mudando seu approach para o próximo Windows, focando no Windows Live e uma melhor integração com seus serviços na Web. A principal diferença entre ela e a Apple acaba sendo a forma que a Microsoft gerencia seu projeto, planejando em detalhes para ciclos mais longos.
“Under Sinofsky [Microsoft], the culture is, you plan and stick to the plan,”
Para quem tem utilizado várias soluções “web2.0″ e serviços online como Netvibes, Delicious e outros, acredito fielmente que de fato os sistemas operacionais e softwares desktop tradicionais não somente irão como já estão perdendo seu appeal para os usuários de PC. Edição de texto, imagem e vídeo já estão disponíveis na Web agregando-se funções de comunidade, colaboração e inteligência coletiva. É um caminho sem volta.
” The center of gravity and the center of innovation has moved to the Web, where it used to be the PC desktop”.
Add comment Junho 10, 2007