Posts filed under 'web2.0'
Web2.0: qual a próxima etapa?
No blog Read&Write Web, o autor discute com muita propriedade o que aconteceu em termos de Web2.0 nesse últimos anos nos EUA, o momento atual – o que ele chama de – digestion phase – e o que pode acontecer nesse próximos anos.
(…) a digestion phase is a period of time for us to reflect, to integrate, and to understand recent technologies and how they fit together. It is the outcome of this phase that will decide if we continue to slide or if we rebound and start climbing back up. The deciding factor will be the true value of the technologies that we created.
O autor cita quatro fatores para a recente explosão de social softwares: acesso broadband, Ajax, redes sociais e blogs (eu incluiria nesse último wikis também). A explosão dessas tecnologias, remixadas, causou uma rápida expansão entre os early-adopters de novas idéias e suas respectivas empresas: Youtube, MySpace, Digg e Flickr, entre outros.
Por fim, o autor discute os fatores que podem fazer com que essa onda permaneça e se expanda, trazendo benefícios duradouros para mais usuários além dos atuais:
If the value created by the companies is greater or equal to the money put into them, then we are fine, we can continue to grow. If the technologies that we invented will be used not only by a few hundred thousand people, but by millions, then we are fine, we can continue to grow. And if these new tools work well by themselves and together enhace our online life then, great, we are in good place.
O resultado dessa análise é que muitas aplicações online vieram para ficar e tenderão a se aprimorar no que fazem melhor. Outras não aguentarão a concorrência ou não se viabilizarão financeiramente. O resultado será uma Internet mais rica e útil para grande parte de seus usuários, uma base estável para a próxima evolução que certamente virá.
Add comment Agosto 27, 2007
Web2.0 nas empresas, colaboração x poder, quem vencerá?
Na reportagem intitulada “Como CIOs podem usar a web 2.0 nas empresas“, o autor resume muito bem os principais desafios e sugestões de como implementar tecnologias como wikis e blogs nas empresas. As fontes, já citadas nesse blog, são principalmente Dion Hinchcliffe e Andrew McAfee.
Todas as dicas apresentadas pelo autor são importantes, mas ao terminar de ler o texto, ocorreu-me que pode haver um problema inerente na aplicação da web2.0 nas empresas: um conflito de interesses. Se por um lado existe um interesse da empresa de “capturar o conhecimento dos funcionários”, por outro o funcionário sente que é no seu conhecimento que reside seu principal diferencial. Ora, nesse pequeno detalhe é que está provavelmente o maior obstáculo para o sucesso da enterprise2.0 ou qualquer outra solução, que difere em muito da Web2.0, onde as pessoas que colaboram livremente não trabalham na mesma empresa.
É fato que nas empresas o nível de informação e conhecimento do profissional é também uma fonte de poder. Pode ser a diferença entre seu sucesso e ascenção na “corporação”. E aí é que se chega na raiz do problema: a cultura empresarial. Enquanto as empresas não criarem métricas e formas de incentivo e avaliação considerando o grau de colaboração de seu funcionário, qualquer tentativa “enteprise2.0 style” irá fracassar. Claro que as ferramentas tecnológicas robustas, facilidade de uso e acesso são importantes – mas os responsáveis por implementá-las não podem nunca esquecer o ser humano e seu contexto social.
Muitos citam que a nova geração que está chegando nas empresas estão acostumadas com essas ferramentas. Mas o contexto da empresa, ao contrário do “mundo lá fora” é bem diferente (por enquanto?). O que acontecerá com um jovem que divide suas “descobertas” com os demais, para vê-las sendo citadas sem nenhuma referência por outros em uma reunião? Continuará colaborando ou guardará para si o conhecimento adquirido? Só o tempo dirá….
1 comment Julho 8, 2007
E-learning 2.0 e as novas ferramentas na educação
A matéria em duas partes no Read-Write Web aborda o uso das ferramentas de Web2.0 para educação , o que está sendo chamado de E-learning 2.0 (para não deixar de seguir a “onda 2.0″). Em vários lugares do mundo, professores e alunos estão começando a utilizar de forma efetiva blogs, wikis e outros “social softwares“.
De qualquer forma não se trata apenas de utilizar novas ferramentas tecnológicas, mas sim de quebrar alguns paradigmas da educação formal em contraponto à proposta original do e-learning, que nunca conseguiu abandonar os velhos formatos de curso, cronogramas e testes dos alunos:
“That (e-learning) is an approach that is too often driven by the needs of the institution rather than the individual learner”
Uma ferramenta realmente interessante e acessível é o Blog, onde um professor pode estabelecer um canal de comunicação com a turma, que pode participar não apenas comentando os posts, mas também sendo autores do blog. Especialistas sobre um assunto podem ser convidados a participar também, criando uma verdadeira comunidade sobre o tópico.
E existem muitas possibilidades além dos blogs, como os podcasts, conteúdo em áudio que pode ser gerado pelos próprios alunos e disponibilizados na web. O uso de sites de compartilhamento de fotos e vídeos, como o Flickr e Youtube, onde se pode comentar sobre o conteúdo visualizado. Por fim, o uso de redes socias com o uso de ferramentas específicas, como o Elgg, que a USP já está utilizando, na sua red Stoa.
Apesar do Brasil ser um país “em desenvolvimento” e com sérias restrições de acesso à informática em geral, é possível sim aos professores utilizar essas ferramentas, basta um pouco de força de vontade. Para a nova geração de alunos que se encantam com os jogos 3D e vídeos engraçados do Youtube, a educação na escola precisará tornar-se mais atraente e interativa. Você concorda? Qual sua experiência no uso dessas ferramentas para educação?
Add comment Junho 27, 2007
Potencializando o marketing boca-a-boca online
Ótimo artigo para quem está se aventurando por iniciativas online Web2.0, principalmente que envolvam funções de comunidades. Um dos maiores objetivos de marketing desse tipo de projeto é conseguir o tão falado “efeito viral” e um crescimento rápido – ou até explosivo – do número de acessos e visitas. Afinal de contas você quer não vai querer prestar um serviço para poucos, certo?
” The big benefit of word-of-mouth is that your marketing budget goes toward zero, as your users become your marketers. If they’re so passionate about your design they’ll tell their friends about your service, and you won’t have to.”
Do ponto de vista do seu negócio, um dos maiores ativos é o tamanho da sua comunidade, materializado pelo número de contribuições dos usuários mais ativos. Isso aumentará o valor provido à própria comunidade e o retorno ($$) aos anunciantes. Mas no final das contas o que você tem que fazer mesmo é prover um serviço “apaixonante”:
“The holy grail of design is to make something so wonderful and remarkable that people can’t imagine life without it. People are so happy with it that it sells itself.”
1 comment Maio 31, 2007
Google Image Labeler: diversão + inteligência coletiva
Alguém ainda se pergunta por que o Google parece estar a frente das outras empresas? Num belo exemplo de aplicação Web que utiliza a inteligência coletiva, o Google Image Labeler realmente impressiona por aliar uma aplicação Web2.0 com uma espécie de jogo… é muito divertido. E depois você percebe que você está trabalhando de graça pra eles – e adorando!
A Amazon tem um sistema parecido, que utiliza as pessoas para auxiliar em tarefas difíceis para seus computadores, inclusive pagando em créditos para serem utilizados na própria Amazon.
Voltando ao caso do Image Labeler, penso o quanto seria difícil fazer uma inteligência artificial que pudesse reconhecer a imagem e aplicar um sentido a ela. Quem já leu um livro do Donald Norman sabe que em termos de cognição os seres-humanos são ótimos reconhecedores de padrão. Ou seja, agora além de saber fazer algoritmos quando eles são mais necessários, o Google usa a inteligência humana a seu favor também. Pode?
Add comment Abril 27, 2007
Documento da O´Reilly sobre Web2.0
Lendo alguns posts no O´Reilly Radar, me deparei com o documento “Web 2.0 Principles and Best Practices“, que tem um preço – salgado – de US$375,00. Pelo menos eles disponibilizam um resumo para dar um gostinho – nele encontrei uma bela definição sobre Web2.0:
“Web 2.0 is much more than just pasting a new user interface onto an old application. It’s a way of thinking, a new perspective on the entire business of software— from concept through delivery, from marketing through support. Web 2.0 thrives on network effects: databases that get richer the more people interact with them, applications that are smarter the more people use them, marketing that is driven by user stories and experiences, and applications that interact with each other to form a broader computing platform.”
Add comment Abril 23, 2007
Web2.0 nas empresas e a nova geração
Nessa boa matéria da Business Week avaliando a pesquisa feita sobre o uso da Web2.0 nas empresas (Enterprise 2.0), uma questão em particular me chamou a atenção.
Por um lado acredita-se que o uso das novas tecnologias de colaboração e comunicação irá aumentar com a chegada ao mercado de trabalho dos “recém-chegados às universidades”.
“t’s likely company usage will evolve as employees age. Baby boomers, who still make up the majority of the workforce, are used to picking up the phone. That will change as millennials, the youngest workers who are now in their teens and early 20s and schooled in instant messaging and blogging, become a growing force. “There’s still a generation gap,” says Bughin.”
Por outro lado, na era do conhecimento e devido a hierarquia nas empresas, os empregados tendem a resistir a colocar todo o seu conhecimento num Wiki, por exemplo. Qual das 2 forças será maior no futuro? Só o tempo dirá…
“Another barrier to embracing blogs and wikis: Bughin points out that in a knowledge economy where companies remain hierarchical in structure, knowledge is power. If workers put their most precious information in a wiki, their status within their organization could be threatened. “The problem is that people with heavy knowledge tend to keep that for themselves, because that’s the way they define their job,” says Bughin. “Put it in a wiki and everyone has it.” If he’s right, companies serious about embracing these collaborative technologies will need to find a new incentive system for employees. “
1 comment Abril 17, 2007
Usuários que contribuem ativamente = 1%
Aconteceu semana passada uma discussão interessante sobre a questão da quantidade de usuários que efetivamente contribuem para um conteúdo de um site Web2.0. De acordo com um estudo do Nielsen, a regra que costuma governar essas comunidades é a que ele chamou de participation inequality, ou 90-9-1, onde apenas 1% são de usuários que contribuem ativamente e agregam conteúdo ao site. Esse número pode variar inclusive para menos, como mostram alguns exemplos citados pelo auto:
” Inequalities are also found on Wikipedia, where more than 99% of users are lurkers. According to Wikipedia’s “about” page, it has only 68,000 active contributors, which is 0.2% of the 32 million unique visitors it has in the U.S. alone.”
Por que essa discussão é importante também para empresas interessadas na Enterprise 2.0? Bom, saiba desde já que, por maior que seja o esforço na implantação de Wikis e Blogs na empresa, os usuários que agregam conteúdo não serão maioria….
Add comment Abril 12, 2007
A Globo e o Second Life
Semana passada eu comprei a revista Época Negócios (que tem o sub-título “inspiração para inovar”, acho que vou roubar essa pro meu blog
). Pra ser franco achei agradável ter uma opção para a Exame, mas quanta propaganda!! Anyway….
Lendo a sessão Inteligência, em “Começa a Corrida pela Web 3.0″, tive que parar um pouco pra pensar (e rir). Eu cito: “(…) A Web 2.0 exibe hoje como seus principais trunfos sites como Youtube, Second Life e Wikipedia.”
Primeiramente, “sites como Second Life” !! Só isso já seria um erro razoável, já que o SL definitivamente não tem nada de site. Agora, citar 3 exemplos de “sites” Web 2.0 e incluir o Second Life na lista parece mais uma “inserção proposital-forçada” do autor. Que tal substituir por Delicious, Digg, MySpace (ou até Orkut!), já que são BEM mais influentes? Aí eu lembrei que a Globo já havia feito reportagem no Fantástico, capa da Época recente, enfim, é de desconfiar…
Aproveitando que estou falando da revista, achei a reportagem sobre a Apple interessante, mas no fundo acabo me interessando mais sobre o por quê de seus erros (Airport, Cube, iMac G4). Pelo jeito só o sucesso do Ipod (e o Iphone??) interessa .
1 comment Março 27, 2007
Fontes para entender a tal da Enterprise 2.0
Existem alguns blogs que você lê, quando pode, todo dia. São pessoas que acabam se tornando referência pela sua capacidade de trazer algo novo , estar sempre atualizadas e, principalmente, conseguirem teorizar sobre esses fenômenos.
Quando o assunto é Enterprise e Web 2.0, eu citaria duas fontes principais: Andrew McAfee do MIT e Dion Hinchcliffe . Apesar de terem focos diferentes – o Andrew mais para E2.0 e o Dion para Web2.0, ambos são leituras quase obrigatórias nos seus respectivos assuntos.
Por falar em E2.0 e Web2.0 , não esqueçam de ler também os seguintes documentos:
- Enterprise 2.0: The Dawn Of Emergent Collaboration (do próprio Andrew McAfee)
- The Future Of The Web (MIT Sloan Management Review)
- Rise Of the Participation Culture
1 comment Março 23, 2007